27 de Outubro de 2008


Primavera do Livro, com um toque alternativo (fruto da imaginação….)
3:20 pm - Diversos

(Karina Graef)

Navegando na internet encontrei um texto no site do Le Monde Diplomatique. Ele fala de uma feira do livro alternativa (o alternativa é por minha conta…) – na verdade o autor diz que é um espaço diferente da Bienal do Livro (no seu ver “um evento atrelado aos interesses das grandes corporações”. Ou seja, a feira alternativa é um espaço de igualdades, por assim se dizer). O nome da mostra é Primavera do Livro, o que já me despertou o interesse.
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27 de Outubro de 2008


Medida Provisória 443: senadores, não é hora de choradeira, decidam!!!
3:14 pm - Diversos - Política

(Ricardo Giuliani Neto)

O bom na democracia é que até o choro é democrático. Por aqui, no Rio Grande do Sul, seria possível, num “juridiquês largado”, definir-se Estado Democrático de Direito como sendo o ambiente político onde o choro é livre, o esperneio é tolerado e onde derrotas e vitórias fazem parte da vida, desde que todos possam controlar os que choram, acalmar os que esperneiam e, quanto aos que decidem, garantir que o façam nos termos da Lei e da Constituição.
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21 de Outubro de 2008


O tempo é criação humana – não me diga que ele está aí!!!
10:17 am - Diversos - Crônicas

(Ricardo Giuliani Neto)

Quando escrevi minha tese de doutorado, me reencontrei com Cornélius Castoriadis. Já havia passado por ele algumas vezes. Na época da “Socialismo ou Barbárie” (revista fundada por Castoriadis e Claude Lefort), onde um mundo palpitante e em modificação era sentido de um modo diferente; como quando li, pela primeira vez, “A Instituição Imaginária da Sociedade”, um petardo nas convicções e uma reflexão quase que depressiva diante dos sonhos que se iam espatifando. Desde lá, o tempo toma quase todo meu tempo. Algum tempo ainda sobra pra outras coisinhas mais.
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15 de Outubro de 2008


O Mercado, o Legislador e a velha: a coisificação do mundo
6:22 pm - Diversos - Crônicas

(Ricardo Giuliani Neto)

Dizem que Otto Von Bismark disse: “Leis são como salsichas: melhor não saber como são feitas”. Se disse, não sei, mas dizem que ele disse. Há outra variação pra célebre afirmação: “Os cidadãos não dormiriam descansados se soubessem como se fazem as salsichas e a lei”. E, se procurarmos, encontraremos um sem-número de outras andanças perdidas entre leis e salsichas. A certeza do afirmado somente viria se pudéssemos, por um lance no mundo do fantástico, no esotérico, retroceder no tempo para conversar com o ex-primeiro-ministro alemão. Mas a questão é singela: se ele disse ou não disse, não é importante, importa é que Eu disse que ele disse.
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8 de Outubro de 2008


Dá-lhe democracia! Dá-lhe Brasilsil! Um papo com o americanófilo brasilfóbico
11:40 am - Diversos - Política

(Ricardo Giuliani Neto)

Cada vez que vou pra lá, gosto mais de cá! Frase que produz calafrios n’alguns. Outra que mete a tremedeira é a do Nelson Rodrigues, ao aconselhar a perda do “complexo de vira-latas”. Outra é aquela: olha o avestruz! cabeça no buraco e partes baixas pra lua!. E as eleições municipais, modorrentas como estão, mesmo assim, ainda é um festejo cívico. Adoro essa brasilidade. Que orgulho de ser tupiniquim! Isso mesmo, falo sério, que orgulho de ser terra brasilis.
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2 de Outubro de 2008


O mito e o comunista
3:43 pm - Diversos - Crônicas

(Ricardo Giuliani Neto)

Na Folha de S. Paulo de domingo dá pra ler que o endividamento público dos Estados Unidos poderá chegar a US$ 11,3 trilhões. Sim, só o endividamento dos irmãos do Bush soma quase quatro vezes o PIB dos irmãos do Lula. Ou seja, toda riqueza do Brasil ainda é quase 4 vezes menor do que o endividamento americano.

Existem os que, a partir da experiência vivida, a partir do conviver com uma determinada atividade ou convicção, vivem alimentando miragens doces. Constroem verdades e a partir dessas verdades vão cantando fatos que dialogam tão-somente a experiência vivida. Na verdade, disputamos todos os dias a construção de “fatos” como se eles fossem a expressão de uma universalidade. Esses “fatos” não passam de estruturas culturais historicamente constituídas.
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2 de Outubro de 2008


“Não vou por aí” … “e não vou mais sozinho”
3:40 pm - Diversos - Crônicas

(Ricardo Giuliani Neto)

Dia desses escrevia e anotava uma “leitura-de-orelha”. Atribuí a Thiago de Mello a autoria de um verso que, na verdade, é de José Maria dos Reis Pereira, poeta português que adotou o nome literário de “José Régio”. Tal verso, “não sei por onde vou, só sei que não vou por aí” nasceu no “Cântico Negro”.

Erro importante o meu. A partir dele acessei mais um pedaço de vida. Comecei a beber o poema e o bebi pra me embebedar de saudades da leitura não feita e da ausência na minha vida, por todos esses anos, de José Régio. Bendito erro!!! Tomem, comigo, um trago… sorvam um golezinho do Cântico:
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2 de Outubro de 2008


Os grampos nos cabelos brancos de vovó. E viva a democracia!!!
3:25 pm - Diversos - Crônicas

(Ricardo Giuliani Neto)

Tenho o hábito de ler os comentários que fazem a respeito do que escrevo. E faço isso pela singela razão de que quando escrevo, escrevo para alguém. Não escrevo pra mim mesmo. Aliás, dias desses já dizia aqui na coluna que as palavras querem dizer alguma coisa. E pasmem: querem dizer mesmo!!! Cornélius Castoriadis, na sua obra “A Instituição Imaginária da Sociedade” (ver também “O mundo Fragmentado”), tratou desse tema exaustivamente. Só há linguagem porque existe o Outro.
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2 de Outubro de 2008


A crise do século
2:44 pm - Diversos

(Por Ignácio Ramonet)

A queda de Wall Street é comparável, na esfera financeira, ao que representou, no âmbito geopolítico, a queda do muro de Berlin. Uma mudança de mundo e um giro ‘’copernicano'’. Conforme diz Paul Samuelson, prêmio Nobel de Economia: ‘’Essa crise é para o capitalismo o que a queda da União Soviética foi para o comunismo'’. Encerra-se o período iniciado em 1981 com a fórmula de Ronald Reagan: ‘’O Estado não é a solução, é o problema'’. Durante 30 anos, os fundamentalistas repetiram que o mercado sempre tinha razão, que a globalização era sinônimo de felicidade e que o capitalismo financeiro edificava o paraíso para todos. Equivocaram-se.
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