22 de Maio de 2009


Comissão de (Est)ética: quando não ter (a minha) opinião é crime
2:57 pm - Última Instância

Ricardo Giuliani Neto

Dia desses, eu e o Brasil inteiro deparamo-nos com a consciência estampada de um deputado afirmando lixar-se para a opinião pública.

Deve ter sido o deputado federal com o maior número de aparições no Jornal Nacional nos últimos anos. A centimetragem da mídia impressa deve ter sido mastodôntica. Os valores, todos, claro, ônticos, ou, a depender dos (des)encontros da política, ortodônticos.

O fato: disse o deputado estar se lixando para a opinião pública, e que estaria a absolver o “deputado castelão” (as alcunhas não são minhas, são do Bonner e ditas no JN) e, mais, o absolveria porque não poderia condenar um, enquanto todos, ele inclusive (imagino), procede(ra)m da mesma forma.
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13 de Maio de 2009


Golfe, Justiça e 30 pilas
4:27 pm - Última Instância

(Ricardo Giuliani Neto)

— Lindo dia. Pouco vento… Saio Eu?

Quando vamos jogar golfe, todo dia é lindo. Não “chovendo raios”, qualquer condição climática é incapaz de nos fazer encontrar algo ruim no dia.

— Lógico, parece que nunca jogou? Puxa o handcap mais baixo.

Ao longe, dançando com a brisa leve, uma bandeirola vermelha denuncia o buraco na entrada do tapete verde que chamamos carinhosa ou enraivecidamente de green. A partida é stroke-play, onde o vencedor é o jogador com o menor número de tacadas.
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7 de Maio de 2009


Pra não falar em Gilmar, vamos de Súmula 381 do STJ
11:30 am - Última Instância

(Ricardo Giuliani Neto)

Não quero retomar a altercação Gilmar com Joaquim.

Lá estão, no alto da Corte, os Senhores Ministros da Excelsa, por intermédio do seu Decano, prestam rasgadas homenagens ao presidente do Supremo Tribunal Federal, como se nada de anormal houvesse ocorrido, ou ao contrário, detonam, com sofisticação, Barbosa, enquanto eu, tão-somente, posso, aqui debaixo, expressar solidariedade àqueles que a tudo assistiram e, aos poucos, vão-se dando conta de um cipoal enredando os vértices do Judiciário brasileiro.

Vamos proutro lado. O STJ (Superior Tribunal de Justiça) acaba de editar súmula acertando, de novo, o coração dos consumidores de serviços bancários. Por outras palavras: o consumidor não pode mais contar com a clarividência do juiz de direito que ao se deparar com cláusulas abusivas em contratos bancários, as anula, as retira da vida, em defesa do Estado de Direito e na defesa do consumidor mais fraco.
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