A polêmica do “salário” do Governador – por que erramos? sempre…

O Governador Sartori acaba de realizar a sanção dos novos vencimentos para si, seus secretários, ministério público, magistratura e o que mais pode existir no topo dos vencimentos do funcionalismo do Rio Grande do Sul.

A mídia, com desqualificação ímpar, foca-se nisso e deixa passar, ou melhor, afirma como favas contadas, a “Liminar” do Conselho Nacional da Magistratura – CNJ – que determina a automaticidade de reajuste de vencimentos para o Judiciário (e todo seu efeitos cascata) toda vez que o Supremo produzir reajustes para si. Pois bem: É o CNJ um órgão jurisdicional? Suas decisões tem a força das ordens judiciais. Se sim, estaremos diante da morte da independência da magistratura e da falência do discurso que fundou o CNJ como órgão de controle e de fiscalização ADMINISTRATIVO sobre a magistratura. O famoso controle externo do judiciário estaria indo para o saco e criando-se um super e anti-constitucional poder supra-jurisdicional. Nâo creio que seja assim ou que assim deva ser.

Mas, na esteira da fala fácil, a mídia, solenemente, abandona este tema que é fulcral para a ordenação do Estado brasileiro nesta quadra da história. E, em assim agindo, retira da sociedade a possibilidade de reconhecer-se como falida em seus modos de institucionalização.

Mas, e a par disso, onde estão os juristas? A Ordem dos Advogados do Brasil, onde está?

Há um elemento simbólico no tema “salário” do governador, lógico. E há um elemento não menos simbólico na decisão do CNJ.

E é por não percebe-los deste modo que erramos na política e erramos na construção do Estado. Estamos no caminho errado, mas… fazer o quê?